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BLOG DA NUTRICIONISTA
 
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
 
DIABETES MELLITUS
 
 

Uma epidemia de diabetes mellitus (DM) esta em curso. Em 1985 estimava-se que existissem 30 milhões de adultos com DM no mundo; esse número cresceu para 135 milhões em 1995, atingindo 173 milhões em 2002, com projeção de chegar a 300 milhões no ano 2030. Cerca de dois terços desses indivíduos com DM vivem nos países em desenvolvimento, onde a epidemia tem maior intensidade, com crescente proporção de pessoas afetadas em grupos etários mais jovens.

Existem três tipos que acontecem com maior freqüência, o diabetes mellitus tipo 1, o tipo 2 e o diabetes gestacional.

O diabetes tipo 1 é uma doença auto-imune caracterizada pela destruição das células produtoras de insulina (hormônio responsável pelo transporte da glicose para dentro das células, que a utilizam como energia). Quando isso acontece, é preciso tomar insulina para viver e se manter saudável. As altas taxas de glicose acumulada no sangue, com o passar do tempo, podem afetar os olhos, rins, nervos ou coração. Vale lembrar que o diabetes tipo 1 é mais freqüente em pessoas com menos de 35 anos, mas ela pode surgir em qualquer idade.

Principais Sintomas

Pessoas com níveis altos ou mal controlados de glicose no sangue podem apresentar:
• Vontade de urinar diversas vezes;
• Fome freqüente;
• Sede constante;
• Perda de peso;
• Fraqueza;
• Fadiga;
• Nervosismo;
• Mudanças de humor;
• Náusea;
• Vômito 

Em relação ao diabetes tipo 2, sabe-se que existe um fator maior de hereditariedade do que em relação ao diabetes tipo 1.
Além disso, há uma grande relação com a obesidade e o sedentarismo. Estima-se que 60% a 90% dos portadores da doença sejam obesos. A incidência é maior após os 40 anos.

A principal característica do diabetes tipo 2 é a chamada resistência a insulina, que consiste na incapacidade de absorção das células musculares e adiposas.

O diabetes tipo 2 é cerca de 8 a 10 vezes mais comum que o tipo 1 e pode responder ao tratamento com dieta e exercício físico. Outras vezes vai necessitar de medicamentos orais e, por fim, a combinação destes com a insulina. 

Principais Sintomas:

·  Infecções freqüentes;

·  Alteração visual (visão embaçada);

·  Dificuldade na cicatrização de feridas;

·  Formigamento nos pés;

Na gravidez, duas situações envolvendo o diabetes podem acontecer: a mulher que já tinha diabetes e engravida e o diabetes gestacional. O diabetes gestacional é a alteração das taxas de açúcar no sangue que aparece ou é detectada pela primeira vez na gravidez. Pode persistir ou desaparecer depois do parto.

De uma forma geral as recomendações para diabetes seguem os mesmos parâmetros de uma alimentação saudável.  Que são:

*Diminuir o consumo de gorduras: optar por carnes mais magras, de aves ou de peixes; evitar alimentos como amendoins, manteiga, margarina, frios, bacon, salsichas, molhos, molho para salada, maionese e gordura hidrogenada.

*Aumentar o consumo de alimentos ricos em fibras (preferir sempre os carboidratos complexos), pois estas diminuem a velocidade com a glicose é liberada no sangue. As fontes alimentares de carboidratos complexos e fibra são frutas e verduras, cereais e pães integrais, ervilhas e feijão, lentilhas e legumes.

*Diminuir o consumo de açúcar simples ou refinado, os alimentos ricos em açúcares simples elavam a glicose sanguínea rapidamente. As fontes alimentares do açúcar simples são açúcar de mesa, xarope, mel, sobremesas tais como bolo e sorvete, doces e refrigerantes.  

*Diminuir o consumo de sal, o sal é feito do sódio e cloreto. O sódio no sal causa retenção de líquidos no corpo e em algumas pessoas pode causar também um aumento da pressão. Apesar disto não afetar diretamente o nível de açúcar no sangue as pessoas com diabetes correm certo risco de contrair doenças cardíacas, renais (rins) ou outros problemas.

As recomendações dietéticas se baseiam em uma alimentação saudável. O plano alimentar deve ser específico para uma pessoa com diabetes. E deve-se prestar muita atenção nos tipos de alimentos, quantidade, horários das refeições e um verdadeiro plano alimentar que se enquadre no estilo de vida de cada um.

Procure um Médico ou Nutricionista para esclarecimentos e elaboração de um plano alimentar individualizado.

Mariana Canassa da Silva

Nutricionista CRN 29974/P

Fonte: Sociedade Brasileira de Diabetes

 
 
Postado às 16:23
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